terça-feira, 15 de agosto de 2017

Molecada, CAMISINHA é básico!

Molecada, CAMISINHA é básico!

 Quando somos aterrorizados com imagens fortes de gente doente, normalmente nossa atenção entra em alerta. Foi assim que a Aids (chamar de HIV não chama a atenção, por exemplo) 'se apresentou' para os jovens dos anos 80, quando a doença foi descoberta e uma epidemia tomou conta do mundo. Gente morrendo em condições deprimentes, tanto fisicamente, quanto mentalmente, pois foi um processo devastador, sendo que os indivíduos - a maioria, se encontravam na população homossexual. Sexo virou sinônimo de medo para heteros, quanto para homossexuais.
Passados os anos, a Aids 'virou' HIV e o sexo voltou a ser divertido (..rs). A galera 'tá nem aí' com proteção. Até 'exige' liberdade de quem pede o uso do preservativo, com alegações diversas, mas especialmente conectadas ao prazer ('sinto menos prazer com a camisinha' ou 'tenho alergia a camisinha'...e por aí afora).
E a doença, agora totalmente tratável, porém INCURÁVEL, se esconde em rostos e corpos que continuam belos e saudáveis. A vida segue 'normal', de coquetel em coquetel (conjunto de medicações para tratar os efeitos da doença, porém não as causas). NÃO TEM CURA, portanto. Pais e mães e, posteriormente ou concomitantemente, os educadores (escolas, igrejas, governos, jornalismo, publicidade, teatro, cinema, youtubers...) e mesmo os 'deseducadores', em alguns casos (escolas, igrejas, governos, jornalismo, publicidade, teatro, cinema, youtubers...), têm a obrigação de VIDA de orientar os jovens, desde a infância, sobre essa (e outras!) doença, que, infelizmente, é transmitida essencialmente pelo ato sexual, uma das mais gostosas atividades humanas nesta vida terrestre...


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Deus torce para o seu time?

Respeito 100% a fé de cada ser humano, em termos de religião ou orientação filosófica. Quem me conhece, sabe bem disso. Mas posso comentar, de vez em quando, temas que chamam a atenção pública, só como 'provocação', para exercício do 'músculo' mais importante do nosso corpo, um tal de cérebro.
Futebol é 'uma caixinha de surpresa', 'estamos aqui para somar', 'pênalti é loteria', são expressões que, felizmente, ficaram no passado. Não tão distante, mas no passado.
Continuam vigorando as máximas 'Deus seja glorificado', "Toda honra ao Senhor' e outras similares, quando o time do crente ganha ou o sujeito marca um gol, ou ainda faz uma grande defesa, se for um goleiro. Não façam mau juízo do meu uso da palavra. Crente é quem crê em algo ou alguém. Não é uso pejorativo. É só a língua portuguesa, ok?
Ontem, o time do Palmeiras foi eliminado da competição mais importante da América (do Sul). Vi pela TV os últimos instantes da partida.
É a hora das penalidades máximas. A falta cobrada direta no gol. De um lado um gladiador que chuta a bola e noutro, o que tenta defendê-la.
O 'sufoco' dos torcedores, com emoção de sobra à flor da pele. Alguns, com a opção de ficar de costas para o campo (que até hoje não consigo entender... o cara foi ao campo para assistir à partida e vira de costas???), outros segurando os cavalinhos globais (brinquedo da moda), quase enforcando e destruindo os bonequinhos. Outros, numa oração contida, recatada, quase imperceptível. Choro corrido ou contido. Ansiedade pura. A torcida quer a emoção da vitória. E isso está ali, em movimento, como se fosse um jogo sexual à espera do orgasmo final.
Já em campo, os jogadores se alinham no meio do campo, se abraçam, apontam para o céu e suplicam alguma coisa (fôro íntimo, não dá pra saber o que). Dos dois times. Talvez seja a súplica para Deus virar a casaca (expressão antiga, né?), caso esteja torcendo para o outro time... E a partida do futebol vira a partida das orações aos santos ou anjos, protetores, guias... para que os chutadores ou defensores sejam certeiros. "Meo Deos" (esta expressão é das novas...rs) !
E à beira do campo, o técnico do time brasileiro, apelidado profissionalmente de Cuca, se ajoelha, beija santinho (ou santinha, não sei), reza, sofre, reza, sofre, reza, sofre. Para o técnico, não sei qual seria o pedido, pois o cara não bate pênaltis. Vira mero espectador, torcedor, literalmente. A manifestação de fé é livre, Graças a Deus! E a manifestação do indivíduo está no poder do seu livre arbítrio, Graças a Deus e a nossa Constituição. Nada contra, portanto, de minha parte.
Mas fica a pergunta - e vale para todos os times de futebol do mundo e para todos os crentes:
- Afinal, para quem Deus torce? Num campeonato, ou jogo denominado 'mata-mata', alguém sempre ganhará, alguém sempre perderá.
Então Deus, deve ser bipolar ou geminiano? Um dia torce pra cá, outro pra lá, dependendo do humor.
Por que deu errado e o time perdeu o jogo (campeonato ou mata-mata nos pênaltis, etc)? Por quê??
Será que faltou vontade na oração? A promessa (ah, as promessas....) foi 'fraca'? E invariavelmente, sejam equatorianos, bulgarianos, venuzianos, brasileiros, os vencedores se ajoelham e agradecem a Deus, que naquele dia foi torcedor do seu time (que ganhou).
E os perdedores? Será que agradecem a Deus pela derrota? Ou simplesmente acreditam que não foram merecedores da torcida divina, mas agradecem efusivamente, afinal, nada como um campeonato após o outro.
Vai que no próximo Deus esteja de bom humor com o seu time, né?